José Santos
“”Com a recente publicação do Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), estabelece-se um novo ciclo de políticas integradas de energia e clima que se pretende que culmine em 2050 com o atingir a neutralidade carbónica. Este novo ciclo estabelece as Agências de Energia como atores chaves ao nível local para este processo:
“As agências locais de energia e clima, face à sua proximidade com os agentes locais e os cidadãos, afiguram -se como entidades fundamentais para promover, numa lógica local, o desenvolvimento sustentável da(s) área(s) onde se inserem, assumindo -se como atores chave ao nível local para a prossecução dos objetivos nacionais. Desempenham um papel muito relevante no que respeita ao desenvolvimento sustentável local, por via da promoção da eficiência energética, utilização racional de energia nos vários setores, utilização dos recursos energéticos endógenos locais, promoção da utilização de novas tecnologias, promoção de ações de informação e sensibilização, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região e do país”.
A S.ENERGIA – Agência Regional para os Concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete tem vindo desde sempre a ser o suporte local para a construção de uma estratégia comum para a energia e ambiente, sendo exemplo disso a elaboração do “PAES – Planos de Acão para a Energia Sustentável” para os nossos municípios, e que em 2021 nos propomos a completar com a apresentação do “PAESC – Plano de Ação para a Energia Sustentável e o Clima” do Montijo, abrindo a porta à atualização dos PAES de Barreiro, Moita e Alcochete.
O desafio da descarbonização passa também pela produção local, e o próximo desafio é a constituição de Comunidades de Energia Renovável, estruturas que permitirão a grupos locais de consumidores produzir e consumir coletivamente pelo menos parte da energia que necessitam, e cujos modelos de gestão e opções tecnológicas estão ainda a ser definidos.
Não obstante, este é um caminho que a S.ENERGIA quer percorrer, como meio de tornar este território mais sustentável e resiliente, podendo inclusive, se desenvolvido com essas características, ter um papel de minimização da pobreza energética, um tema ainda pouco avaliado em Portugal, mas relevante para o conforto ambiental e qualidade do ar interior de uma larga fatia do património edificado.”
Barreiro, 22 de novembro de 2021
